Licença-paternidade vai mudar: entenda as novas regras e impactos para empresas

A licença-paternidade no Brasil passará por mudanças importantes nos próximos anos.

Foi publicada em 01 de abril de 2026 a Lei nº 15.371/2026, que amplia o período de afastamento e cria novas regras para concessão, pagamento e estabilidade.

Neste conteúdo, você entende o que muda na licença-paternidade e como essa alteração pode impactar diretamente a rotina das empresas.

Novo prazo da licença-paternidade

Atualmente, a licença-paternidade é de 5 dias. Com a nova lei, haverá uma ampliação progressiva do período de afastamento.

Como ficará o novo prazo

O aumento será aplicado de forma gradual:

2027: 10 dias

2028: 15 dias

2029: 20 dias

Nos casos de nascimento ou adoção de criança com deficiência, o período de licença-paternidade será acrescido em 1/3.

Como funciona o salário-paternidade

O empregado terá direito ao chamado salário-paternidade, pago durante o período de afastamento.

Pagamento durante a licença

Na prática, a empresa realiza o pagamento normalmente ao colaborador, considerando a remuneração integral durante o afastamento.

Posteriormente, esse valor poderá ser compensado junto à Previdência Social, conforme as regras aplicáveis.

Regras importantes da nova licença-paternidade

A nova legislação também traz pontos de atenção para empresas e empregados durante o período de licença.

O que o colaborador deve observar

Durante a licença-paternidade, o empregado não poderá exercer outra atividade remunerada.

Quando possível, deverá comunicar a empresa com 30 dias de antecedência. Em caso de parto antecipado, o afastamento terá início imediatamente.

O benefício poderá ser suspenso em casos de abandono ou situações de violência contra o menor.

Estabilidade no emprego durante a licença-paternidade

A lei também cria um ponto de atenção importante em relação à estabilidade do empregado.

Período de estabilidade

O empregado terá estabilidade desde o início da licença-paternidade até 1 mês após o término do afastamento.

Caso haja desligamento nesse período, poderá haver indenização em dobro, dependendo da situação.

Casos especiais previstos na nova lei

Algumas situações podem ampliar ou alterar o direito à licença-paternidade.

Situações que exigem atenção

Em caso de internação da mãe ou do bebê, a licença poderá ser prorrogada.

Na ausência da mãe, o pai poderá ter direito à licença equivalente à licença-maternidade.

Nos casos de adoção individual pelo pai, aplicam-se as mesmas regras da maternidade.

Também poderá ser possível o acúmulo de salário-paternidade e salário-maternidade para a mesma criança, conforme a situação.

Impactos da nova licença-paternidade para as empresas

Apesar da aplicação progressiva, essa mudança exige atenção desde já por parte das empresas.

O que as empresas devem revisar

Será necessário ajustar políticas internas e processos de RH, além de planejar substituições e reorganizações de equipe.

A mudança também pode impactar a folha de pagamento, os controles trabalhistas e os processos de comunicação com colaboradores.

Como se preparar para as novas regras

Antecipar essas mudanças é essencial para evitar riscos trabalhistas e problemas operacionais.

Empresas que se organizarem desde já terão mais segurança para aplicar corretamente as novas regras da licença-paternidade.

Aqui na Paralello, já estamos acompanhando essa mudança de perto. Se fizer sentido para a sua empresa, fale com a gente.

Nesse artigo você vai ler:
Políticas de privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.